Discussões sobre riscos, reforma, investimentos e tecnologia encerram série de palestras técnicas

As palestras técnicas continuaram a todo vapor no segundo dia do 44° Congresso Brasileiro de Previdência Privada, encerrando a série de conteúdos que contou com 28 apresentações nos dois primeiros dias do evento.

Os principais temas abordados proporcionaram discussões sobre risco, oportunidades de investimento, reforma tributária, tecnologia, gestão, mercado de seguro e modernização do PGA.

No início do dia, Chico Fernandes, Sócio-fundador da PFM Consultoria, tratou do apetite a riscos nas EFPC, com uma proposta para a abordagem desse tema, abrangendo riscos estratégicos, financeiros e operacionais.

Para falar sobre oportunidades de investimentos, diversos especialistas foram convidados ao Congresso este ano. Andre Fadul, Head da Gestão de Crédito Privado, e Bruno Bonini, Head Comercial e de Produtos do Banco Safra apresentaram uma visão sobre os desafios e as oportunidades do cenário de crédito para o próximo ano.

O crédito privado de fato começa a demonstrar os primeiros sinais de recuperação, e a BB Asset também abordou o tema em outra palestra com apresentação de Flavio Mattos, Gerente Executivo de Fundos de Renda Fixa e Câmbio; Marcelo Farias, Gerente Executivo de Análise e Alocação Doméstica da BB Asset; moderação de Larissa Ramalho, Assessora de Investimento.

Abordando a visão para o atual ciclo de bolsa no Brasil, Luiz Alves Paes de Barros, Sócio-fundador e Chairman, e Thiago Jacinto Sócio-fundador e Analista de Empresas na Alaska, realizaram outra palestra.

Para falar sobre estratégias de renda variável e crédito, uma palestra foi conduzida por Philipe Biolchini, CIO da Bradesco Asset. Outra apresentação contou com Luiz Felix, Head Global Asset Allocation, e Renato Santaniello, Head Latam Global Multi Asset Solutions da Santander Asset Management, explorando o tema investimentos offshore.

Também foram apresentados quatro estudos que buscam explicar o comportamento dos fundos brasileiros no contexto atual sob diferentes ângulos, em palestra de Eduardo Cagnacci, Head de Investment Solutions, e Gabriel Marquezino, Analista de Investment Solutions da BV Asset.

A alta de taxas de juros nos EUA e o cenário provável de recessão podem impactar o mercado imobiliário, e Andre Toneto Gerente de Aquisições e Investimentos, e Marcello Leone, Diretor de Capital Markets Latam da GTIS Partners, participaram de palestra sobre os desafios enfrentados, as consequências sofridas pela indústria e as oportunidades consequentes disto.

A gestão ativa em renda variável está ganhando ainda mais relevância. foi esse o mote da palestra conduzida por Aquiles Mosca, Head Comercial, Marketing e Digital, e Marcos Kawakami, Head de Renda Variável da BNP Paribas Asset Management.

Ainda dentro do tema de investimentos, Gustavo Ribas, CEO e Gestor de Real Estate, e Luis Stacchini, Gestor de Real Estate da Navi Capital, falaram sobre o perfil de alocação das fundações em diferentes mercados e qual potencial de crescimento

E Rafael Bassani, Sócio da Spectra Investments, abordou a terceirização da administração de programas de investimento em ativos alternativos por investidores institucionais, discutindo os benefícios dessa estrutura e a implementação de um programa voltado a essa gestão.

Uma perspectiva dos impactos da reforma tributária nos modelos de negócio das principais empresas do país também foi apresentada no 44º CBPP, com participação de Daniel Rodrigues, Sócio da VELT Partners, como palestrante.

O mercado de seguros de vida e previdência no Brasil e no mundo apresenta oportunidades significativas de crescimento. Para abordar o tema, Carolina Vieira, Diretora de Parcerias Estratégicas da MAG Seguros, conduziu uma palestra técnica ainda na manhã do segundo dia de evento.

Um tema de extrema relevância para setor, a necessidade de modernização do PGA foi palco de apresentação dos palestrantes Eduardo Lamers, Assessor da Superintendência Geral da Abrapp; Elizabete da Silva, Coordenadora da Comissão Técnica Nordeste de Contabilidade da Abrapp/Ancep; Geraldo Assis, Secretário Executivo do Colégio de Contabilidade da Abrapp/Ancep; e Júlio Pasqualeto, Membro da Comissão Técnica Sul de Contabilidade Abrapp/Ancep.

O uso da tecnologia para otimizar processos e democratizar a previdência complementar também foi um tema de destaque entre as palestras técnicas do segundo dia de Congresso. Renata Coutinho, Diretora de Previdência, Renata Tognozzi, Especialista de Negócios da Sinqia, falaram sobre como a tecnologia pode maximizar a atração de participantes aos sistemas.

A tecnologia também é aliada das EFPC para evitar penalidades e proteger os participantes de determinados riscos. Marina Vieira Fabro, Diretora Executiva da Maps + Data A, apresentou como isso pode ocorrer na prática, demonstrando ainda alguns casos de sucesso, e encerrando a série de palestras técnicas do Congresso.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

Investimento responsável é o novo paradigma de negócios

Os investidores brasileiros podem contribuir para impulsionar o desenvolvimento sustentável ao adotar princípios para o investimento responsável. Os caminhos para adoção do conceito foram apresentados na insight session “Novo Paradigma de Negócios”, durante o 44º CBPP, que acontece nos dias 18, 19 e 20 de outubro no Expo Transamérica, em São Paulo.

A sessão foi apresentada por Denísio Liberato, Presidente da BB Asset e ex-diretor de Investimentos da Previ e David Atkin, CEO do PRI (Principles of Responsible Investment). Liberato iniciou a apresentação contextualizando seu papel como membro do conselho global do PRI, representando a Previ desde janeiro deste ano. Ele destacou seu compromisso em promover a inclusão e a diversidade no contexto do investimento responsável.

Liberato explicou que o conceito de investimento responsável tem se tornado amplamente reconhecido, com presença cada vez maior nos principais veículos de comunicação e entre empresas que buscam reduzir a pegada de carbono. “O PRI tem milhares de signatários em todo o mundo, todos comprometidos em promover o investimento responsável. O movimento busca reverter a perda de biodiversidade até 2030, algo particularmente relevante para o Brasil e seus investidores institucionais, como os fundos de pensão. Isso ocorre porque essas organizações têm um compromisso genuíno de longo prazo e reconhecem que a gestão de riscos ambientais, sociais e de governança (ESG) faz parte de seu dever fiduciário. Todos estão convidados a se tornarem signatários do PRI”, afirmou.

David Atkin explicou que o PRI é uma iniciativa das Nações Unidas que visa promover a sustentabilidade nos mercados de capitais. Representando um grupo que abrange mais de 100 países e mais de US$ 120 trilhões, ele ressaltou o compromisso em compreender o contexto brasileiro.

“O PRI trabalha para representar a comunidade de investidores, ao se envolver em questões de governança, princípios sociais e ambientais nas decisões de investimento e ativos. O foco está em análises detalhadas e técnicas apuradas, que visam obter retornos financeiros e evitar danos às pessoas e ao planeta. Pesquisas demonstram uma relação positiva entre desempenho financeiro e integração ESG, incentivando uma abordagem mais eficaz de gerenciamento de riscos. A sustentabilidade tem um impacto global significativo e pode ajudar a reduzir riscos em todas as regiões do mundo”, destacou.

Atkin citou exemplos de empresas que enfrentaram problemas devido a questões ESG e reforçou que os investidores responsáveis podem avaliar riscos de maneira mais eficaz por meio do uso de técnicas e análises de dados. Ele enfatizou que o investimento responsável não envolve apenas preocupações ambientais, mas também está relacionado à lucratividade.

Foco no Brasil

O CEO do PRI avaliou que a comunidade de investidores comprometidos com o PRI está crescendo no Brasil e já abrange mais de 105 organizações, independentemente de seu tamanho. “A Previ, um dos maiores fundos de pensão do Brasil, desempenha um papel significativo nesse movimento e desempenha um papel importante na compreensão do cenário brasileiro. O PRI está empenhado em expandir essa comunidade”, destacou.

Atkin também lembrou que este é um momento crucial para o investimento responsável, à medida que o PRI adota princípios de net zero. Trata-se de um caminho que exige uma mudança de paradigma.

Segundo ele, o tema avança no campo da autorregulação, sob a iniciativa do IFRS (International Financial Reporting Standards), que aborda as divulgações financeiras relacionadas às mudanças climáticas, e que são fundamentais para integrar as práticas ESG com informações financeiras em tempo real.

“Há apoio de governos, como o japonês, e várias regulamentações no setor bancário no Brasil. O PRI está comprometido em promover o desenvolvimento tanto no Brasil quanto globalmente”, pontuou.

Atkin destacou que todos têm responsabilidade nessa jornada, uma vez que a agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ainda requer esforços para ser alcançada. Também disse que o PRI realizou uma consulta global, que incluiu 40 discussões em todo o mundo para aprofundar as práticas de investimento responsável e de governança.

“O objetivo é medir o progresso da base de signatários e continuar trabalhando para promover políticas que permitam a expansão da comunidade de signatários. O PRI também oferece programas de educação e treinamento, além de eventos. O desenvolvimento sustentável requer a união de todos”, concluiu.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

Especialistas defendem proposta de modernização do PGA para destravar fomento de planos

Vista como questão central na vida das entidades que buscam ganhar mercado, conforme indicou recente pesquisa da Abrapp que mostrou que mais de 70% das associadas gostariam de dispor de regras mais flexíveis, a “Proposta de Modernização do PGA” foi tema de palestra técnica da manhã desta quinta-feira (19), segundo dia do 44º CBPP. Todos os expositores convergiram no reconhecimento de que avançar nessa direção tornará as entidades fechadas de fato protagonistas, conquistando um grau de liberdade negocial que nunca tiveram antes.

O debate quanto à flexibilização ganhou força especialmente a partir de 2022, quando uma minuta elaborada por um Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) terminou não sendo apreciada. E ganhou maior sentido de urgência este ano, aproveitando a oportunidade criada pela revisão  da regulação geral dos sistema, por conta do Decreto Presidencial 11.543/2023. O assunto se encontra neste momento no âmbito de uma nova subcomissão do GT revisor do regramento sob o qual funciona o sistema.

A flexibilização do uso dos recursos existentes no PGA é fundamental por variadas razões, mas é obrigatório citar que surgiu um novo argumento favorável há pouco mais de 1 mês. É que a possibilidade de remunerar agentes de comercialização e plataformas de distribuição pela venda de planos de benefícios se tornou clara na redação do artigo 182, parágrafo 2º, da Resolução Previc 23/2023. A verdade é que esse inegável avanço só será efetivo se o regramento tornar-se de fato de algum modo mais flexível. Afinal, os agentes comerciais que ajudaram a vender só poderão ser pagos com as sobras do fundo administrativo, constituídas a partir de 31/12/2017.

Atuaram como expositores no painel de hoje especialistas há muito tempo envolvidos com a temática, como Eduardo Lamers  Assessor da Superintendência Geral da Abrapp e especialista UniAbrapp, Elizabete da Silva –  Coordenadora da Comissão Técnica Nordeste de Contabilidade da Abrapp/Ancep, especialista UniAbrapp, Geraldo Assis Souza Jr – Secretário Executivo do Colégio de Contabilidade da Abrapp, Especialista UniAbrapp e da Ancep e Júlio Pasqualeto – Membro da Comissão Técnica Sul de Contabilidade Abrapp e conselheiro deliberativo da Ancep.

Entidade sabe o que é o melhor –  Para Eduardo Lamers, quando se trata de lutar por uma participação no mercado não cabe pensar em planos e sim na entidade que os administra e que saberá encontrar o melhor para todos, combatendo um visão individual que só onera e traz complexidade. “Não podemos ficar na dependência dos restos encontrados no plano administrativo para investir e crescer”, observou.

Não se trata, disse, de transferir recursos para as entidades, basta reconhecê-las como gestoras dos planos, trazendo liberdade e reforço do poder decisório das diretorias e dos conselhos. Com isso serão abertos os caminhos para que os investimentos sejam feitos, propiciando a maximização dos recursos disponíveis.

Lamers lembrou que o tema da flexibilização foi identificado pelas associadas da Abrapp como um dos mais relevantes a serem debatidos pelo GT de revisão do regramento do sistema. “Esse tópico foi indicado como ponto de necessária alteração”, disse.

“Se a gente realmente quiser ter uma perspectiva de crescimento do sistema, um ciclo virtuoso das EFPC e da gestão dos planos, temos que quebrar paradigmas em relação ao status quo que existe hoje referente à legislação que trata de PGA e de fundos administrativos”, adicionou.

Eduardo Lamers defende o que seria, a seu ver, o início do desenho de um PGA flexível, totalmente solidário, incluindo o saldo atual do fundo administrativo; com o fim da participação do saldo do fundo administrativo nos planos previdenciários; e sem vínculo a tais planos. 

Benefícios para todos os planos – Geraldo traçou um histórico até o PGA tomar o seu atual formato, passando pela obrigatoriedade (2009) da segregação dos recursos administrativos, apartados a partir daí dos planos previdenciários.

Disse que as entidades efetivamente precisam de tais recursos para investir em seu crescimento no mercado, algo que  trará a seu ver benefícios para todos. Afinal, notou que planos que cedem recursos para investimento na criação de novos planos, encontrando-se todos sob a gestão de uma mesma entidade, irão ganhar no futuro através do compartilhamento dos resultados, a começar dos efeitos do ganho de escala sobre o custo administrativo.

“Tenho grande expectativa que a gente consiga avançar nessa questão, pois entendo ser extremamente importante para nossas entidades, justamente por estarem hoje engessadas para trabalhar com fomento, tentar prospectar novos planos e novos clientes, e isso precisa ser enfrentado”, disse Geraldo de Assis. 

Enfrentando uma das questões controversas da discussão em curso, Geraldo observou que “queremos deixar claro que os recursos não pertencem às entidades, e sim aos planos, mas não teríamos a participação do fundo administrativo dentro de cada plano. Esse recurso ficaria dentro do PGA, e em alguma reorganização societária, seja por transferência de gerenciamento ou retirada de patrocínio dos planos, se calcularia a cota à parte do valor do fundo que pertence ao plano ou à patrocinadora”, explicou. 

Entidades são sociedades – Júlio Pasqualeto entende que as entidades devem funcionar como sociedades e os planos que administram, seriam como seus sócios, especialmente no momento de investir, para crescer. Consequentemente, quando se ganha escala, são beneficiados todos os planos sob gestão. “Os fundos de pensão precisam se mexer, fazer estudos de viabilidade”, assinalou.

Com esse entendimento de que as EFPCs são empresas, afirmou que caso  se conseguisse levar para o regulamento das entidades quais dos planos  fazem parte dessa sociedade, se conseguiria ter  definido a participação de cada um no “negócio”. 

Anualmente, no momento da elaboração do orçamento se faria uma revisão. Havendo a implantação de um novo plano , este seria tratado pelos sócios como um investimento, só vindo a fazer parte da sociedade no futuro, quando alcançasse um fluxo positivo no PGA, esclarece Júlio.

O especialista explica que os critérios de rateio adotados atualmente, seja pelo número de participantes, pelo patrimônio, ou qualquer outro aprovado no orçamento, traz variação na reserva do fundo administrativo para mais ou para menos. Então, como existe essa subjetividade quanto à divisão dos recursos investidos, há uma dificuldade enorme para fechar a participação do fundo administrativo mensalmente por plano de benefício. O procedimento mensal cria entraves para quem pretende fomentar novos planos, a começar pela resistência por parte de conselheiros que não entendem esse investimento como algo do interesse de seu plano.

Por isso mesmo, pensa Pasqualeto, é tão importante que se faça um  estudo de viabilidade mostrando que um projeto de um plano novo vai trazer economia futura para os planos existentes dessa entidade.

Ganhos de escala, produtividade e controle –  Elisabete da Silva sublinhou que a busca de produtividade, ganhos de escala, maior controle e desoneração, deve considerar de antemão que, como em qualquer investimento, as entidades e seus planos não podem contar com a garantia de retorno na forma de novos planos.

Apesar dessa falta de garantia de retorno, o investimento no fomento se impõe, prosseguiu Elisabete. “Afinal das contas, se ao redor de 80% das despesas administrativas são comuns a todos os planos, não faz sentido gastarmos o nosso tempo fazendo rateios, que sequer estão isentos de problemas”, acrescentou.

Ela conclui: “Para que trabalhar de uma forma restrita, se crescer é um imperativo”, dando ainda um conselho: “é hora de nos concentrarmos em fazer estudos técnicos bem estruturados e olhando o futuro”. 

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

 

Conselhos devem ser guardiões dos valores das organizações

Os Conselhos Deliberativos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) se deparam constantemente com desafios e grandes responsabilidades. Entre eles estão o conhecimento de seus papéis e funcionamento dentro do contexto de expansão, fomento e governança ágil.

Entender mudanças nos ambientes de negócios e melhorar o processo de tomada de decisão também faz parte das atribuições dos conselheiros. Para discutir o tema, o 44° Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP) levou especialistas para participar da Plenária “Nova Forma de Pensar Governança” no segundo dia de evento.

“Nesse mundo de inovação e disruptura, tecnologia e mudanças que geram tumulto no ambiente de negócios, os conselhos fazem todo sentido, mas o problema é a entrega”, disse Elismar Alvares, Coordenadora do Programa de Desenvolvimento de Conselheiros da FDC.

A entrega de valor é primordial e faz parte do papel principal dos conselheiros, disse ela. “Os conselhos não nascem prontos, precisam construir uma curva de aprendizagem e é uma jornada”.

Alexandre Di Miceli, Expert em Governança, sócio-fundador da Virtuos Consultoria e membro do IBGC, concordou que os conselhos devem ser os guardiões dos valores das organizações, mas ainda há um descompasso sobre o que é essencial para se criar valor.

“Há uma crise existencial em relação à utilidade dos conselhos. Hoje ainda se vê uma mentalidade de planejar e controlar”, destacou Miceli. “Na prática, o real valor agregado tem sido cada vez mais questionado”.

Papel do conselho – Alvares ressaltou que o conselho é um agente eleito pelos acionistas, guardião dos valores, da reputação, e responsável pelos resultados tangíveis e intangíveis das empresas.

“Não falamos em entrega de resultado só para acionistas e entrega de valor aos controladores. Isso precisa ser estendido a toda a sociedade”, destacou, enfatizando ainda a necessidade de se ter uma comunicação consistente e coerente.

Além disso,  as decisões de impacto da empresa passam pelo conselho, que deve ser empoderado. “É preciso haver liberdade de expressar opiniões e dar respostas em prol do negócio”, disse Alvares.

“O que há de mais moderno é o uso do contraditório, é polemizar, discutir, trocar ideias. Ninguém vem orientado com a sua decisão, ela está submetida ao olhar e à interação com vários conselheiros”, reiterou.

Fator Humano – Miceli fez uma reflexão sobre em que medida o valor de uma organização e sua sustentabilidade depende de elementos como:

  • Um propósito claro e vivenciado no dia a dia
  • Sólidos valores
  • Cultura ética com pleno alinhamento ao que é declarado e praticado
  • Liderança em todos os níveis
  • Elevada segurança psicológica em todas as equipes
  • Felicidade, autorrealização e saúde mental
  • Elevada confiança
  • Diversidade, inclusão e pertencimento
  • Plena utilização da inteligência coletiva de todos
  • Cultura de incentivo à experimentação e inovação

“Na prática, o real valor agregado às empresas tem sido cada vez mais questionado”, disse o especialista. “Como os conselhos podem agregar valor no atual cenário?”, provocou ele, dando alguns insights sobre como isso pode ocorrer:

  • Reformular a pauta, dedicando mais tempo para futuro, ao fator humano, e menos para questões contratuais burocráticas e números frios;
  • Criar indicadores sobre aspectos culturais intangíveis;
  • Dar o exemplo: o conselho precisa ter a cultura que quer ver na organização;
  • Selecionar e substituir executivos em função de como incorporam valores e cultura desejada;
  • Ter um sistema de remuneração que seja parte da solução, e não do problema.

Para Elismar Alvares, a remuneração de conselheiros não pode ocorrer apenas por reunião, pois grande parte do trabalho é feita fora das reuniões. “Os conselheiros devem manter o comprometimento com a empresa enquanto durar o mandato”, disse.

“Isso exige uma mudança de modelo mental da maioria dos atuais dirigentes, pois para a maioria dos conselheiros, ter maior profundidade a temas ligados ao fator humano quer dizer sair da zona de conforto”, pontuou Miceli.

Ficar obcecado com o resultado e não olhar a base impede a criação de valor, reiterou ele. “O valor é criado fundamentalmente a partir dos elementos culturais associados ao fator humano. Os conselhos têm o grande papel de ser a consciência da organização. Tudo começa com uma aspiração nobre”.

Diversidade e inclusão – “Se queremos um mundo inclusivo para melhorar a sociedade, temos que militar e trabalhar em função da inclusão”, disse Elismar Alvares. Nos conselhos de administração, além da diversidade ser um apelo social, é também uma necessidade, ela pontuou.

“A diversidade constrói melhores decisões. Pontos de vista de vários lugares constróem decisões”, a especialista complementou.

Margaret Groff, Conselheira e fundadora do MEX Brasil e mentora do GWNET, também abordou a importância de levar diversidade e inclusão para dentro da governança e gestão das EFPCs. Ela contou um pouco sobre sua carreira e as dificuldades que enfrentou pela falta de oportunidade para as mulheres.

“Trabalhei 10 anos em Diretoria Técnica e gostava bastante, mas em um certo momento vi que a dificuldade em alavancar minha carreira era muito grande, porque sempre optavam por engenheiros homens”. A palestrante ressaltou que esse é um tema de muita importância na governança tanto por conta dos três pilares ambiental, social e governança (ASG), que são fundamentais tanto para a gestão, desenvolvimento e avanço da sociedade, como por conta da demanda da legislação, que também impacta as empresas e investimentos.

Segundo ela, as empresas devem capacitar seus colaboradores e ter mecanismos para combater crimes como violência e assédio, além de proporcionar igualdade de oportunidade e igualdade salarial.

Groff listou ainda alguns pontos em que as organizações podem impulsionar a igualdade:

  • Incentivar a diversidade com foco na equidade de gênero;
  • Maior flexibilidade na liderança;
  • Maior transparência e estímulo ao bem estar;
  • Oferecer flexibilidade na jornada de trabalho, híbrida ou flexível.

O quarto ponto vem mostrando avanços nos últimos anos em relação ao número de mulheres presentes como líderes das instituições. Em 2019, as lideranças eram compostas por 15% de mulheres e, após o trabalho híbrido impulsionado pela pandemia, essa porcentagem passou para 28%.

“Há uma discussão sobre a continuidade do trabalho híbrido, mas ele é fundamental. A flexibilidade no trabalho é uma pauta importante que precisa ser discutida, levada e monitorada pelo conselho de administração”, ressaltou.

Por fim, a especialista destacou que promover a equidade e a diversidade traz diversos benefícios para as organizações, pois além de ser uma questão de direitos humanos das mulheres, promove o aumento do número de talentos, melhora os resultados sociais e ainda proporciona maiores taxas de crescimento econômico e maior estabilidade macroeconômica.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

Homenagem e prêmio para Marisa Bravi (in memoriam) comovem público do 44° CBPP

O 26º Prêmio Nacional de Seguridade Social teve como ganhadora (in memoriam), no início da tarde desta quinta-feira (19), Marisa Santoro Bravi, que nos deixou no início deste ano. Troféu e diploma foram entregues pelo ex Diretor-Presidente da Abrapp, José de Souza Mendonça, e pelo Sócio e Diretor de Relação com Investidores na Trígono Capital, Fernando Brandão, aos familiares em um clima de muita emoção.

A cerimônia de entrega do prêmio foi uma oportunidade de reconhecer, lembrar e agradecer a dedicação de Marisa à Abrapp e suas associadas ao longo de mais de três décadas, uma longa trajetória na qual deixou marcas profundas. “Dedicação, paixão e entrega” foram palavras usadas para traduzir um pouco dos méritos nelas reconhecidos com facilidade.

Profissional focada especialmente no atendimento dos participantes (participou muito ativamente da criação do serviço “Abrapp Atende”) e em relações públicas, produziu os melhores resultados, conquistando admiradores e amigos pelo caminho.

Familiares de Marisa Santoro Bravi recebem Prêmio durante 44º CBPP

 

Duas mensagens, uma delas lida pela mestre de cerimônias Vera Armando durante a entrega do Prêmio no 44º CBPP; e a outra, disponibilizada por meio digital, sintetizam o sentimento que Marisa deixou entre os seus amigos da Abrapp:

Mensagem da Entrega do Prêmio:

Quem nesta plateia teve a oportunidade de ser impactado por este ser humano iluminado, conhece bem a dimensão da energia de amor e generosidade que transbordava do sorriso acolhedor da nossa homenageada.

Marisa Santoro Bravi, filha do senhor Paulo e da dona Olga – de quem herdou enorme sabedoria para ver e viver a vida – irmã muito orgulhosa do valdir, esposa do grande amor da sua vida, hélvio – que além do sobrenome bravi, construiu ao seu lado o lar que ela sempre sonhou. e, desse amor saudável e genuíno, receberam felipe e tati! nessa base sempre residiu o seu maior tesouro… por eles e para eles…

A mãe, esposa e filha foi, também, amiga de muitos e para todas as horas – não media esforços para se fazer presente em momentos importantes e ser mão estendida quando preciso…

Além de uma colega de trabalho e gestora inigualável. sorte de quem com ela aprendeu a imprimir excelência em cada detalhe, a surpreender e encantar em cada entrega… e a parar por um minuto e apreciar o sol se despedindo do dia ao anoitecer na janela do escritório…

Profissionalmente, Marisa construiu um verdadeiro legado!

Fez sua carreira como relações públicas na Cesp, de onde ingressou na previdência complementar quando assumiu a comunicação e relacionamento da então Fundação Cesp (hoje Vivest) e, posteriormente, vindo para a Abrapp onde realizou muitos feitos! criou o Abrapp atende e por 3 décadas conduziu incontáveis eventos, coordenou projetos e comissões e ministrou inúmeras palestras e treinamentos por todo o Brasil.

Visionária, numa época em que as vozes femininas eram ainda mais raras, Marisa militou pela comunicação no sistema – hoje, ainda um dos nossos maiores desafios – desde 1993, quando no congresso realizado no rio de janeiro com o tema central “2010: caos ou prosperidade”, ela literalmente estreou a inserção do assunto na agenda do setor para os poucos ouvintes da época…

O que hoje é um mantra no mundo corporativo “o cliente no centro” já era por ela alertado desde o século passado, sempre lembrando em seus artigos e palestras que o cliente é a razão de existir da entidade… sem ele, sem entidade!

Na verdade, o que Marisa sempre defendeu foi o olhar humano… para as pessoas…

como bem expresso na frase do Walt Disney que ela adorava citar por igual valores e convicção “você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade”.

É, para nós, muito desafiador expressar a grandiosidade de um legado profissional tão intenso, consistente e atual nesta breve mensagem… hoje, a mestre das palavras que impactaram a muitos, nos deixa uma lacuna…

Que toda a dedicação, paixão e entrega que ela ofereceu ao sistema siga vivo em cada um de nós, ao menos, como inspiração… e como ela mesma dizia: “que tenhamos mentes e corações abertos para a ousadia de sonhar, pois uma visão com ação pode mudar o mundo”.

À você Marisa querida, enviamos o nosso amor e gratidão eternos e o fazemos com o carinho do nosso último aplauso.

 

Mensagem publicada nos meios digitais:

“Bons pensamentos são frequentemente acompanhados de um olhar para o Céu e, diz a cultura popular, os melhores viram estrelas, por sinal as mais brilhantes, ao deixar a Terra para assumirem o posto ainda mais venerável de fontes eternas de inspiração. Todos os que um dia conviveram com Marisa Bravi na Abrapp sabem, melhor dizendo, estão ungidos da mais absoluta certeza, de que esse é o caso dessa extraordinária figura humana e profissional.

Tudo de bom que se pode dizer dela é fruto das muitas comprovações do amor que dedicou, ao longo de mais de três décadas, ao ideário que nos reúne aqui no 4º CBPP. Sim, Marisa cumpria todas as missões com maestria, uma enorme capacidade profissional, mas sempre adicionando a dose certa de doçura.

Profundamente conhecedora dos assuntos tratados, fosse em reuniões de comissões técnicas ou como expositora de um tema,  por exemplo na condição de integrante do time de especialistas da UniAbrapp, sabia muito de comunicação, relacionamento, cultura organizacional e motivação. Pós graduada em variadas áreas, atuou como bem sucedida consultora.

Mostrava-se imbatível ao atuar com graça como mestre de cerimônia em incontáveis  oportunidades. E do seu jeito fazia chegar mais longe as mensagens motivadoras ao final de cada evento.

A passagem de uma profissional desse quilate deixa também um rastro de orgulho, um reforço à convicção de que a previdência complementar fechada reúne os melhores, os mais qualificados.

Daí que a nossa estrela brilha forte e com certeza ilumina a entrega deste 26º Prêmio Nacional de Seguridade Social. Uma premiação de muitos e profundos significados, a começar de um muito obrigado!”

 

Veja o vídeo em homenagem a Marisa Santoro Bravi:

Abrapp realiza demonstração da nova plataforma “Dados da Previdência” durante 44° CBPP

A Abrapp está realizando uma demonstração de sua nova plataforma denominada “Dados da Previdência” durante o 44° Congresso Brasileiro de Previdência Privada, que começou nesta quarta-feira (18) e termina amanhã (20), no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A iniciativa é realizada através de uma parceria da Abrapp com a consultoria Comdinheiro. O local da demonstração é o Espaço Energy 1 localizado na lateral da arena central do evento. 

O objetivo é permitir uma “degustação” do projeto que está em fase de finalização e que iniciará com a disponibilização do Consolidado Estatístico da Abrapp em um novo formato mais moderno, dinâmico e interativo. A previsão é que a plataforma seja disponibilizada para as associadas da Abrapp em um prazo de 120 dias. 

O projeto permitirá a modernização tanto da exposição dos dados quanto de sua ampliação ao longo do tempo. Para seu desenvolvimento está sendo utilizado o conceito de “Data Lake” (Lago de Dados) que é baseado na integração de pequenos veios de informação que se juntam de maneira estruturada para fornecer informações. 

A plataforma é apenas a ponta de um iceberg de um projeto que tem o objetivo de criar o maior compêndio de dados da Previdência Complementar do país. A interface terá ferramentas de análise e comparação que permitirão a transformação de dados em informações que poderão ser utilizadas para a elaboração de estudos e relatórios. 

Clique aqui para acessar a nova plataforma.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

Sindapp lança Cartilha de Negociações Coletivas 2023

Está disponível no estande do Sindapp no 44° Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP) a Cartilha de Negociações Coletivas 2023 para download. O conteúdo busca explorar e analisar, com perspectivas atualizadas, as transformações da Reforma Trabalhista, implementada por meio da Lei nº 13.467 de 2017.

Após seis anos da aprovação da Lei, o impacto nas relações de trabalhos precisam ser cada vez mais compreendidos, e por isso o sindicato patronal das EFPCs decidiu publicar esse conteúdo.

Segundo o Diretor Vice-Presidente do Sindapp, José Manuel Justo Silva, as relações sindicais estão cada vez mais fortes agora. “Montamos essa cartilha justamente para as pessoas entenderem, do lado patronal, a importância de ter um sindicato, pois as negociações serão muito mais frequentes”, disse.

O objetivo da cartilha, explicou José Manuel, é auxiliar na compreensão das empresas da necessidade de participar das convenções coletivas. “É importante ter um sindicato para fortalecimento das negociações. A cartilha mostra isso”.

São 17 capítulos que abordam o papel sindical; perspectivas atuais dos sindicatos; importância da negociação coletiva e como elas ocorrem atualmente; evolução do teletrabalho; a mulher no mundo de trabalho; cuidados básicos para negociar bem; e como se preparar para começar a negociar.

Ele destacou que, com a reforma trabalhista, teve-se um pensamento de que a construção da relação entre empregado e sindicato patronal era mais individualizada, e agora os sindicatos devem se fortalecer mais. “O sindicato patronal também deve estar fortalecido para proporcionar um alto nível de discussão”.

Este ano, o Sindapp obteve convenções coletivas de trabalho firmadas com sindicatos no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Porto Alegre, e uma assembleia foi convocada para reunir representantes da categoria patronal da previdência complementar fechada de São Paulo. “Os sindicatos dos trabalhadores estão vendo que há uma boa vontade para esses acordos”, reiterou José Manuel.

Insight session sobre agilidade estratégica abre a programação do segundo dia

A transformação das EFPC em operadores de planos empreendedores requer uma mudança na mentalidade dos líderes e stakeholders, assim como na cultura das organizações. Esse foi o mote da palestra “Habilidades Humanas para Agilidade Estratégica”, ministrada por Emanuel Gomes, expert em Estratégia e Inovação e diretor Acadêmico da Nova SBE (School of Business & Economics). A sessão abriu a programação oficial do segundo dia do 44º CBPP, que acontece de 18 a 20 de outubro no Expo Transamérica, em São Paulo.

Gomes contextualizou a situação atual, destacando a complexidade e a imprevisibilidade dos ambientes em que vivemos. Ele lembrou de como as organizações enfrentam fenômenos com impacto tanto regional quanto global, tornando desafiador prever o futuro e desenvolver estratégias de longo prazo para ganhar vantagem competitiva. O expert argumentou que, para se manterem competitivas e acompanharem o ritmo das mudanças, as grandes organizações e empresas precisam se tornar “ambidestras,” ou seja, ter a capacidade de lidar com os desafios do presente enquanto se preparam para o futuro.

“Pequenas empresas e startups têm mais agilidade de se adaptarem ao ambiente dinâmico. Sem ambidestria e habilidade estratégica, não há como ser competitivo e sobreviver”, destacou.

Ele também abordou o dilema entre o alinhamento e adaptação. O alinhamento se refere a manter o foco nas operações diárias, enquanto a adaptação envolve a exploração de novas ideias e oportunidades futuras. Para ele, a falta de equilíbrio entre essas duas abordagens pode resultar na perda de oportunidades e de competitividade.

Conviver com ambas as lógicas, alinhamento e adaptação, é um desafio diante de recursos escassos, mas é essencial para se manter relevante em um ambiente de constante mudança.

Princípios da agilidade estratégica

Gomes apresentou os três princípios fundamentais da Agilidade Estratégica.

O primeiro é a sensibilidade estratégica, que vai além do conhecimento estratégico e envolve a análise do ambiente, incluindo fatores macroeconômicos, socioculturais e tecnológicos, para compreender o que está acontecendo tanto interna como externamente. “Isso requer um processo participativo e a capacidade de perceber detalhes cruciais. No contexto da inovação, é essencial criar uma cultura de diálogo e buscar soluções em vez de provar quem está certo”, afirmou.

O segundo princípio é a unidade de liderança, que envolve olhar para a organização como um todo, em vez de se concentrar apenas em departamentos individuais e prioridades pessoais. “A falta de sensibilidade estratégica torna essa tarefa ainda mais desafiadora, e o diálogo com outras áreas e colegas pode fornecer uma compreensão mais profunda dos desafios”, pontuou.

O terceiro princípio é a fluidez de recursos, que ressalta a importância da colaboração, uma vez que nenhuma organização pode dominar sozinha todos os aspectos do negócio e do conhecimento, dada a complexidade e a rápida evolução dos mercados.

“Colaborar, tanto interna como externamente, é essencial para alcançar a ambidestria estratégica e a agilidade estratégica. O processo cria um propósito e um valor tremendo e assegura que o agora não ofusque o futuro”, concluiu.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

 

44° CBPP: Cenários de incertezas podem trazer oportunidades na área de seguros e previdência

Os cenários de incerteza, alavancados pelo advento da pandemia, não representam apenas maiores riscos de prejuízos para o setor de seguros e previdência. Ao contrário, o aumento dos riscos pode abrir espaço para novas oportunidades para o mercado. Essa foi a observação de Carolina Vieira, Diretora de Parcerias Estratégicas da MAG Seguros, durante a palestra técnica “Oportunidades na área de seguro e previdência no Brasil e no mundo”, apresentada nesta quinta-feira (19), durante o 44° CBPP.

A especialista apontou que, se configurarmos esses acontecimentos como um cenário de oportunidade, é possível criar um case de sucesso com base na análise do fenômeno da mobilidade social. De 2000 a 2022, houve uma transição de quase 11 pontos percentuais na classe média, saindo de 36% para 47%. Utilizando como exemplo a Pirâmide de Maslow, a palestrante demonstrou que, quanto mais pessoas lincadas à classe média, maior o público de consumidores que pensam em proteção. Isso porque na base da pirâmide predominam as necessidades básicas das classes D e E. Quando se começa a ter um poder aquisitivo melhor, surge o pensamento do segundo estepe da pirâmide, que é a segurança.

Além disso, hoje surgem impactos nas relações de trabalho. No passado, se via com frequência dois tipos de relações: formal e informal. Com o tempo, essas relações foram mudando e se modernizando. Atualmente, temos muitas formas diferentes de relações de trabalho no meio autônomo. Isso já era uma realidade e foi impulsionada ainda mais pela pandemia. Carolina explicou que isso se torna uma oportunidade porque o trabalhador autônomo permanece sem a cobertura da Previdência Social, mas é um público que pode investir em previdência complementar.

Saúde e longevidade – Os novos cenários também ajudaram a criar oportunidades na área de saúde. Com a pandemia, as pessoas se sentiram mais vulneráveis e retomaram as suas contratações em planos e seguros. Novas portas se abrem com a criação de propostas e alternativas para esse público, que podem se relacionar com a preservação do patrimônio de previdência.

“Enquanto companhia seguradora, tínhamos para oferecer ao nosso público uma vertical que chamamos de bem-estar, no qual temos a oportunidade de correlacionar coberturas com eventos de saúde. Em momento nenhum nos posicionamos como operadoras de saúde. Somos uma seguradora, mas entendemos a janela de oportunidade que temos, inclusive de preservar os patrimônios de previdência. Porque na medida que um segurado pode ter uma necessidade urgente de saúde, a primeira coisa que ele fazia era tocar na sua reserva. Para preservar o plano de previdência, oferecemos um mecanismo para ser usado de forma imediata”, ressalta.

A longevidade é outro fenômeno em que surgem oportunidades, porque as pessoas estão vivendo por mais tempo. A previsão do IBGE para 2050 é que haja menos jovens e mais idosos. Isso significa que teremos menos pessoas contribuindo e mais pessoas recebendo aposentadoria, o que para a conta do INSS não vai fechar. Teremos que contribuir por mais tempo, aposentar mais tarde e ainda ter um impacto de redução de benefício. Por isso, ter uma previdência complementar se torna cada vez mais fundamental para garantir uma vida saudável no futuro.

“Estamos em um novo momento, as coisas estão mais rápidas e dinâmicas. Esse é um cenário para investir também em tecnologia, ter políticas e incentivos, principalmente fiscais, para que as pessoas sejam sensibilizadas para a contratação de uma proteção contra o risco de morte, invalidez e sobrevivência”, finalizou a palestrante.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.

Uso da tecnologia auxilia EFPCs a reduzirem riscos em processos

A tecnologia é um importante aliado das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) não apenas para otimizar processos, mas também para reduzir custos e riscos operacionais. São procedimentos que devem proteger não somente as entidades, mas todas as pessoas envolvidas nela, entre elas participantes, dirigentes e colaboradores.

A palestra técnica “Como Evitar Penalidades e Proteger CPF: Casos Práticos e Tecnologia Avançada para EFPC”, realizada no segundo dia do 44° Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP), que ocorre entre 18 e 20 de outubro, abordou o tema e destacou como o desenvolvimento de tecnologia avançada em sistemas críticos pode trazer maior segurança às EFPC.

“A Previc, a Abrapp e todos nós estamos empenhados em fazer com que a previdência complementar cresça, e para isso precisamos de sistemas que ajudem a levar as entidades para mais pessoas”, disse Marina Vieira Fabro, Diretora Executiva da Maps + Data A.

Segundo ela, é preciso ajudar nos desafios relacionados à conformidade da EFPC e no gerenciamento de contratos, além de entender os riscos a que todo o trabalho das entidades está sujeito, ajudando ainda a reduzir custos, muitas vezes escondidos.

“Também precisamos eliminar riscos regulatórios e penalidades, além de proteger o CPF dos participantes e das pessoas que estão operando o sistema no dia a dia, dando segurança de dados”, complementou Fabro.

Ela apresentou alguns casos de sucesso da implementação de tecnologias que auxiliam as EFPC. Um deles é de um fundo instituído, que precisava de dados e relatórios que ajudassem os gestores e diretores a gerenciar riscos.

Era necessário ainda mitigar risco regulatórios, reduzir riscos financeiros e a complexidade dos processos, além de manter a reputação da entidade. “Como transformar uma emissão de relatórios demorada, e esperar o final para ter clareza do que está ocorrendo?”, questionou.

“Fazer o simples é complexo”, disse Fabro, e, segundo ela, a solução foi ajudar a entidade a olhar para os seus riscos, procurar sua causa raiz, e eliminá-los. “Disrupção é calcular em reais o valor do risco. Isso dá uma visão ampla e específica da entidade”, reiterou.

Outro case foi o de uma das 10 maiores fundações do país, que precisava operar de maneira suave uma obrigação legal da Receita Federal. “Um dos riscos era que os participantes entrassem na malha fina, o que impactaria seus CPFs, e além de poder acarretar em multa para a entidade”, explicou Fabro.

A solução foi trocar o servidor pela nuvem contendo os dados dos participantes, reduzindo o tempo de importação e processamento dos arquivos. “Mudar um processo também é uma disrupção”, disse a palestrante.

O terceiro caso apresentado foi relacionado a uma instituição independente de distribuição de títulos de valores mobiliários que queria escalar freando custos, mas com segurança. “Foi preciso fazer uma grande transformação na instituição, pois havia atraso tecnológico, ajustes manuais, entre outros problemas”, citou Fabro.

O cenário foi transformado a partir da implementação de uma tecnologia de ponta, levando maior segurança e estabilidade ao cliente, ela explicou. “A tecnologia é escalável, para facilitar quando for preciso fazer alterações, além de automatizar processos”.

O 44º CBPP é uma realização da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. Patrocínio Diamante: Asa Investments; BB Asset; BNP Paribas Asset Management; Itajubá Investimentos; Sinqia. Patrocínio Ouro: Aon; Bradesco; BV Asset; Galapagos Capital; Genial Investimentos; Itaú; MAG; Safra; Santander Asset Management; Spectra Investments; SulAmérica Investimentos; XP. Patrocínio Prata: Aditus; Alaska; Anbima; Principal Claritas; Constância Investimentos; Maps + Data A; GTIS Partners; Hashdex; JP.Morgan Asset Management; NAVI; Neo; PFM Consultoria e Sistemas; Trígono Capital; Velt Partners; Vinci Partners. Patrocínio Bronze: Apoena; BlackRock; Capitânia Investimentos; Carbyne Investimentos; Fator; Fram Capital; Franklin Templeton; Hectare Capital; HMC Capital; Inter; Investira; Mapfre Investimentos; Market Axess; Marsche; Mercer; Mestra Informática; Mirae Asset; Polo Capital Management; PRP Soluções Contábeis; RJI Investimentos; Schroders; Teva Indices; Trust Solutions; uFund.