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“Fundos de pensão precisam ser agentes de transformação ainda mais ativos”, afirma Raj Sisodia

Débora Soares

22/10/2021

Cofundador do Movimento Capitalismo Consciente e reconhecido como um dos maiores líderes pensadores em negócios confiáveis, Raj Sisodia comandou a Master Class final do 42º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, realizada nesta sexta-feira (22).

Ao longo de sua apresentação, Sisodia explicou os princípios do Capitalismo Consciente e porque a sociedade precisa se mover nessa direção. Estudos realizados ao longo de 20 anos revelaram que as empresas ¨mais amadas¨ por seus stakeholders, ou seja, que têm um propósito maior de gerar impacto positivo na sociedade, culturas e lideranças conscientes, e orientação ao bem-estar de todas as partes envolvidas, mostram performance até oito vezes maior que negócios tradicionais.

Agentes de transformação – A indústria global de fundos de pensão poderia ser 10 vezes maior do que o é atualmente, ressaltou Sisodia. Ele citou a estimativa de que os fundos de pensão respondem por R$ 35 trilhões em ativos no mundo, o que representa menos de 14% do PIB global anual. Considerando que há 7 bilhões de pessoas no planeta, há grande potencial para inclusão dessa população, possibilitando a mais pessoas o acesso a uma aposentadoria segura e significativa.

Ele observou que o negócio das entidades fechadas de previdência complementar é naturalmente alinhado aos princípios do capitalismo consciente: tem um propósito maior; visão de longo prazo; melhora a vida das pessoas, ajudando-as pensar em sua aposentadoria de uma forma diferente; e cria o combustível para a economia futura por meio dos ativos em que investe e como investe.

“O dinheiro é uma forma de energia e onde vocês investem e alocam essa energia é uma decisão crítica”, ressaltou Sisodia, notando a importância de que essa alocação  ajude a construir o mundo que precisamos criar para o futuro.

Ele destacou que os fundos de pensão são uma força para o desenvolvimento econômico e precisam ser agentes de transformação ainda mais ativos. Para isso, é preciso que as entidades operem como negócios conscientes, invistam em negócios conscientes e estimulem todos os negócios a serem mais conscientes. Ele citou o exemplo de agentes como a BlackRock, que contribuíram com sua força financeira para estabelecer tendências seguidas por investidores no resto do mundo, com o fortalecimento dos investimentos sustentáveis.

A missão das EFPCs vai além de auxiliar as pessoas a acumularem recursos financeiros para a aposentadoria, mas também ajudá-las a refletir sobre como será sua aposentadoria: se uma espera até o fim da vida ou um novo capítulo de experiências para suas vidas. Ele destacou vários exemplos de fundos de pensão ao redor do mundo que já estão trabalhando com essa visão, com um propósito elevado e direcionando recursos para investimentos de impacto – o que na visão de Sisodia deve se tornar o padrão – a gestão e a alocação de ativos de forma consciente.

Negócios que curam – Em sua mensagem final, o Cofundador do Movimento Capitalismo Consciente disse acreditar que todos os negócios são fundamentalmente sobre curar. Segundo ele, em uma sociedade livre, os governos não tomam conta de nossas necessidades; mas proveem a infraestrutura e a rede de proteção básicas, criando as condições para que os negócios possam atuar, perceber essas necessidades e preenchê-las.

Se as empresas genuinamente se importarem com as pessoas e atenderem às suas necessidades, seja qual for a dimensão em que atuem, então, elas estarão ajudando a curar, diminuindo o sofrimento, trazendo mais alegria e auxiliando as pessoas a crescerem enquanto seres humanos, destacou Sisodia.

¨Então, todos os negócios podem ser negócios que curam e todos nós podemos ser agentes de cura¨, concluiu o palestrante, acrescentando que o sucesso precisa ser medido pelo impacto gerado em todas as vidas que tocamos.

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